Aumenta repressão de Israel aos extremistas judeus após críticas

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Na manhã deste domingo, novos confrontos foram registrados entre palestinos e as forças de segurança de Israel na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém

O governo israelense, sob forte pressão, anunciou neste domingo (2) medidas de punição aos extremistas judeus, após a morte de um bebê palestino em um incêndio criminoso e um ataque com faca no desfile do Orgulho Gay em Jerusalém.

Na manhã deste domingo, novos confrontos foram registrados entre palestinos e as forças de segurança de Israel na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, mas a situação se acalmou após o meio-dia.

Este é o terceiro dia de protestos em Gaza e na Cisjordânia. Na sexta-feira, um bebê palestino de 18 meses, Ali Dawabcheh, morreu queimado e seus pais e irmão ficaram gravemente feridos em um ataque de extremistas judeus, que lançaram bombas incendiárias dentro da casa da família na região de Nablus, na Cisjordânia.

Um dia antes, um judeu ultraortodoxo reincidente esfaqueou seis participantes do desfile do Orgulho Gay em Jerusalém.
Os palestinos, assim como a oposição israelense e a ONU, denunciaram o ataque e a “impunidade” de que gozam os colonos judeus e outros militantes de extrema-direita.
Diante das críticas, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu prometeu neste domingo “tolerância zero” e o ministro da Defesa, Mosheh Yaalon, autorizou a aplicação da detenção administrativa, sem acusações e por uma duração ilimitada aos extremistas judeus.
A medida, reservada habitualmente aos palestinos, pode dar aos investigadores o tempo necessário para reunir provas suficientes que permitam levar os suspeitos à justiça, segundo a imprensa israelense.

No entanto, três dias depois do ataque, nenhum suspeito foi detido e os palestinos desconfiam do governo de Israel, que tem uma forte influência dos partidários da colonização e da direita nacionalista e religiosa.

‘Incompreensível’

Com o lema “o preço a pagar”, há vários anos os extremistas judeus agridem palestinos e árabes-israelenses. Também cometem atos de vandalismo em locais de culto muçulmano e cristão, chegando inclusive a atacar o exército israelense.

Os palestinos calculam que aconteceram 11.000 ataques nos últimos 10 anos. Segundo a ONG israelense Yesh Din, 85,3% das denúncias de palestinos contra colonos são arquivadas.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, reclamou dos métodos do exército israelense a respeito dos radicais.

“Eles são detidos durante uma hora, depois são liberados e podem voltar a atacar”, disse.
As agressões, nas palavras de Abbas, são “o resultado direto” da “política de colonização de Israel”, que instalou 400.000 colonos na Cisjordânia e outros 200.000 em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada.

Para Yossi Melman, especialista na área de inteligência do jornal Jerusalem Post, não há qualquer explicação lógica para a impotência das autoridades que até o momento não prenderam nenhum suspeito pela morte do bebê.

“É incompreensível que um Estado que consegue desmontar o terrorismo árabe e palestino, que constitui um modelo copiado por numerosas agências de segurança, tenha dificuldade para enfrentar algumas poucas centenas de terroristas e seus cúmplices”, escreveu.
‘Exame de consciência’
As autoridades afirmam que é difícil infiltrar-se em pequenos grupos que não utilizam telefones celulares, permanecem em silêncio durante os interrogatórios e visivelmente recebem ordens sobre como comportar-se diante das forças de segurança.
Um documento encontrado recentemente durante uma detenção ensinava como atear fogo a mesquitas, igrejas ou casas de palestinos sem deixar rastro, segundo uma rádio israelense.
Os argumentos não convenceram o líder da oposição de centro-esquerda Isaac Herzog, para quem “quando o Estado quer, pode lutar contra o terrorismo”.

Herzog apelou ao governo de Netanyahu, um dos Executivos mais à direita do espectro político na história de Israel, para que faça um “exame de consciência”. Informações G1.

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