Igrejas cristãs de Angola aceitam projeto de criação de denominação única

0
1087
Segundo o pastor, a doutrina na futura Igreja Nacional vai contemplar os valores, a diversidade, o respeito pela diferença e os princípios bíblicos e teológicos das Sagradas Escrituras, assim como as leis da Constituição da República de Angola.

Um acordo de unificação das igrejas cristãs na Angola está muito perto de ser colocado em prática pelos líderes religiosos do país. A proposta partiu do governo, que vê a necessidade de uma representação única dos cristãos.

Foi criada uma comissão instaladora com membros da Igreja de Coligação Cristã de Angola, e seu presidente, pastor Antunes Huambo, disse que as 1.200 igrejas e templos considerados “seitas ilegais” pelas autoridades receberam com grande satisfação o projeto da unificação.

Segundo o pastor, a doutrina na futura Igreja Nacional vai contemplar os valores, a diversidade, o respeito pela diferença e os princípios bíblicos e teológicos das Sagradas Escrituras, assim como as leis da Constituição da República de Angola.

Quando concluído, o projeto criará a Igreja Nacional, de acordo com informações do site local Angop. Huambo destacou que o Ministério da Justiça e Direitos Humanos deu um prazo de 18 meses para que o processo de unificação das diferentes denominações do país seja concluído.

O país lusófono é campo missionário de diversas denominações, incluindo Assembleia de Deus, Batista, Universal e Mundial, dentre outras, e vive uma explosão de denominações neopentecostais.

Leia também

Bilionário judeu financia resgate de famílias cristãs perseguidas pelo Estado Islâmico

Rachel Sheherazade critica governo por se calar diante dos ataques no Níger

Terrorismo: Cristãos respondem à queima de piloto vivo pelo ISIS

Estado Islâmico volta a atacar e sequestra mais de 90 cristãos

Antunes Huambo afirmou que hoje o Estado angolano não reconhece nenhuma Igreja. “De fato, é uma lei que não se enquadra do ponto de vista sociológico, antropólogo, histórico e realista do nosso povo. E se as 1.200 Igrejas e seitas se unirem, numa única igreja nacional, as autoridades competentes não irão ter dificuldades em legalizá-la, porque todos estarão agrupados numa única instituição religiosa”, comentou.

Segundo o líder religioso, o que existe no momento é uma desordem generalizada: “Temos vindo a constatar que alguns conselhos eclesiásticos estão a esconder igrejas e seitas ilegais”, enfatizou.

Fonte: GospelPrime

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui