Dulcelene de Jesus: Desabafo …

0
631

desabafosNa confusão da mente anuviada.
Os olhos veem, mas não querem crer.
A solução disponível não alivia a dor, ao contrário.
A solidão se faz presente, não importa quantos estejam presentes.
As companhias não parecem agradáveis, parece que ninguém é capaz de supor a profundidade da dor.
A compreensão oferecida é tão sem jeito.
Nada ampara; nada consola e o que seria consolo é agora a arma que fere; a palavra que corta, aborta sonhos, mata sentimentos.
Sem chão buscando o caminho.
Sem rumo querendo direção.
Sem paz, desejando, tentando de tudo para ficar tudo bem.
Desapontando mesmo quando fazendo tudo para o bem de todos.
Desafiando, argumentando, buscando os erros, mas nada disso traz alívio qualquer.
Tentando entender o que mudou; o que rolou que não foi percebido.
Querendo saber por que agora as preces já não são atendidas.
Onde estão as soluções que antes eram oferecidas.
Porque o remédio não cura, a paz não dura, a afronta sem razão é concedida, nos olhos se vê ódio quando antes pareciam ter tanto amor.
A prece não é concluída, pois sempre interrompida por falta de palavras ou não saber o que pedir ou como conduzir essa conversa, como saber o desejo de um coração tão despedaçado, de uma mente tão cansada, de uma esperança desvalida, de um ser temente, mas descrente.
Ainda sem esperança e crença algo dentro da alma persiste, insiste em não desistir de crer.
Mesmo dizendo estar só, tamanho desespero e desejo de ver e se agarrar em algo imediato, que no primeiro ato arranque todo esse cenário e redecore esse instante e que seja permanente novo cenário lindo; sinto-te e alívio quando clamo, pois sei que me amparas e que neste momento o sentimento que tenho externado até parece de ingratidão.
Ingratidão não é o que quero lhe oferecer, jamais. É só que neste instante a doçura e amor dentro do meu ser parecem dormentes, num coma profundo e no fundo meu agito, meu grito é pra fazê-los acordar.
Não é que descrer pretendo, é só que a fé abalada, fragilizada parece com medo de ser desapontada e tentando ser solidária evito a expor.
Não quer dizer que não espero, é só que o desespero de não ver acontecer e só piorar a tanto tempo, não importa quantas tentativas foram feitas não me deixam agora simplesmente descansadamente esperar.
Não é que agora lhe tenho desconfiança, pois de quem mais poderia eu alcançar tudo o que necessito, preciso, espero; anelo?
Quem mai além de Ti poderia me compreender quando nem mesmo eu o faço e me acalentar em seus braços e curar as chagas que me causastes e de toda marca cuidar?
Quero sem demora trazer à memória aquilo que me traz esperança. E nada e ninguém há meu ABA além de Ti que possa fazer fluir a vida que preciso, trazer-me a tempo o teu respirar em mim, me trazer de volta a vida, pois sem Ti não há vida e nem existir. Há apenas uma penumbra de um vegeto e por isso ainda assim, como estou e do modo que estou somente em Ti meu doce e meigo ABA espero, na certeza que o meu socorro vem de Ti.

 

Dulcelene de Jesus – Colunista do Ponto das Igrejas
Lins, 19-03-13

COMPARTILHAR
Artigo anteriorMarco Feliciano não foi racista e duvido que tenha sido homofóbico, diz jornalista
Próximo artigoAndréa King: O sobrenatural de Deus
Ponto das Igrejas
O Ponto das Igrejas é um canal interativo onde o povo de Deus toma conhecimento sobre os fatos que ocorrem no Brasil e no mundo. Desta maneira, ajudamos aos irmãos que não podem ficar muito tempo na internet , ao acessar o Ponto, sair do campo da ignorância e perceber que Jesus está voltando. O Ponto, atualmente, apresenta alguns colunistas que estão sendo usados por Deus para dar ânimo aqueles soldados feridos nas batalhas da vida. Somos criados para glória Dele e usamos as palavras para testemunharem os feitos do Senhor em nossa vida.

DEIXE UMA RESPOSTA

Digite seu comentário!
Digite seu nome aqui