Quando chega o predador

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Tudo o que diz respeito aos animais e à natureza desperta um certo tipo de interesse em mim. Eu estava assistindo a um documentário sobre a interação entre homem e  a natureza selvagem, quando  Deus  começou  a  me  mostrar  como aquelas  situações poderiam ser comparadas com a Igreja de Cristo.

Fizeram um longo estudo com elefantes. Achavam que muitos elefantes juntos numa determinada área destruiriam toda a vegetação em pouco tempo, e tornariam esta área inabitável. Os próprios ambientalistas começaram então a matar elefantes para diminuir a densidade populacional na área com um grande número deles.

As áreas habitadas pelos elefantes que sobraram tornaram-se áridas, e sua vegetação morreu. Anos mais tarde, com a continuação das pesquisas, foi descoberto que um grande número de elefantes numa mesma área, se movimentando constantemente, fazem com que a terra se torne mais fértil e receptiva às sementes que eles acabam carregando enquanto caminham. Suas patas funcionam como grandes arados. Com isso, pararam de matar os elefantes.

Deus me fez entender que, enquanto a Igreja caminha em unidade e está em constante movimento, muitos corações têm sua terra revolvida e preparada para receber a Palavra de Deus, o pasto (alimento espiritual) fica verde e abundante, e  há produção  de muito fruto     ( almas são ganhas para o Reino de Deus). Se a  Igreja  fica estacionada, com pouco movimento ( não trabalha em prol  de  Reino de Deus ),  é como  se a  vida  que houvesse nela fosse murchando e ela vai se tornando um terreno árido, sem provisão, sem alimento, sem vida.

Foi feita outra pesquisa no Parque Yellowstone (EUA) com os cervos que viviam tranquilos, na beira dos riachos. Eles ficavam danificando as margens dos rios com sua permanência por longas horas nestes locais. Os pastos  estavam  minguando e o rebanho um pouco enfraquecido por causa da comida escassa. Resolveram então, tomar uma atitude drástica. Já que não haviam predadores que caçassem os cervos, como seria o normal na natureza, resolveram introduzir um bando de lobos naquele parque.

Com a presença dos predadores, o bando de servos se uniu e passou a se esconder na floresta, não mais destruindo a margem dos rios, revolvendo a terra e espalhando as sementes com seu constante movimento, melhorando assim a qualidade do pasto. Com isso, o rebanho tornou-se mais saudável e passou a crescer em número.

É fato que quando a Igreja é perseguida, ela cresce mais. Provavelmente porque ela busca mais a face do Senhor, ela se une num só propósito. Por isso, precisamos entender que a presença do predador (do inimigo) não é tão ruim assim. Quando os desafios chegam, nos colocamos numa posição de dependência de Deus muito maior, nos aproximamos mais Dele. É a hora que jejuamos, oramos três vezes ao dia, vamos a todos os cultos da nossa igreja, passamos horas ouvindo mensagens e pregações, pois queremos, a qualquer custo, ouvir a voz de Deus. E quando buscamos, certamente encontramos.

Então, se posicione como Igreja, ande em unidade, com o corpo que é a Igreja e com O Cabeça do corpo, que é Cristo. Com isso o predador, que é o diabo, não conseguirá te atingir, e você vai se fortalecer.

Em 1 Pedro 5,8-9 a Palavra de Deus nos ensina:”Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o diabo, anda em derredor, rugindo como leão, procurando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo.”

Andréa King- Colunista do Ponto das Igrejas